bem-vindx ao movimento maker

O mundo passa por um momento onde as pessoas se questionam sobre o consumismo desenfreado, a poluição produzida pelas grandes indústrias, a mão de obra escrava, o preço alto dos produtos, os impostos excessivos, etc. Isto faz com que cada vez mais pessoas procurem viver, trabalhar e consumir de uma maneira diferente.

Já faz algum tempo que ouvimos falar da cultura DIY (Do It Yourself) que significa “faça você mesmo”, que é o ato de botar a mão na massa e construir com seus próprios recursos aquilo que se necessita. Isto vai desde uma receita de comida até a própria casa. Mas até “ontem” víamos a cultura DIY como um hobbie, algo divertido, um passatempo. Hoje com o fenômeno da internet e seu poder de compartilhar informações e com a chegada da fabricação digital através de impressoras 3D, máquinas CNC e máquinas de corte a laser, a cultura DIY torna-se um movimento gigantesco capaz de transformar a forma de produção, descentralizando-a das grandes indústrias. Este movimento é chamado de Movimento Maker.

A evolução exponencial da tecnologia faz surgir um novo modelo de cadeias produtivas e interações comerciais, onde os consumidores atuam como produtores, fazendo com que o Movimento Maker se torne cada vez mais profissional e tecnológico, gerando empregos e aquecendo a economia local.

O Movimento Maker faz parte da terceira revolução industrial, que surgiu com a massificação de produtos tecnológicos ligados aos meios de comunicação, como telefones celulares e computadores pessoais e o crescente uso da informática e da robótica no processo de produção. Mas é também um trampolim para a quarta revolução industrial que será caracterizada pelas redes hiperconectadas, amplo uso da inteligência artificial, desenvolvimento de energias verdes, algorítimos inteligentes, internet das coisas, nanotecnologia e impressoras 3d capazes de imprimir tudo o que se possa imaginar, desde objetos simples de uso diário até tecidos humanos e medicamentos.

O acesso a informação através da rede e o compartilhamento de ideias é o que da suporte ao movimento, visto que nestes ambientes descentralizados temos acesso a milhares de tutoriais e vídeo aulas gratuitas, que nos ensinam a fazer qualquer coisa.

Hoje o Movimento Maker acontece em espaços comunitários, como os makerspaces e Fab Labs ou na sua própria garagem. Geralmente, as principais ferramentas que acompanham os makers são impressoras 3d, cortadoras a laser, máquinas CNC, placas de Arduino, furadeiras, lixadeiras, serras, etc… Estas ferramentas estão se tornando cada vez mais acessíveis e em breve a maioria das pessoas terão um impressora 3d em casa.

Mas quem são os makers?

O makers são materializadores de ideias, são criadores, construtores, desenvolvedores, são pessoas como eu e você que fabricam, com as próprias mãos qualquer coisa que tiverem em suas mentes. Os makers criam novos produtos e serviços usando ferramentas digitais e/ou manuais, projetando em computadores ou mesmo no papel e produzindo manualmente ou em maquinas de fabricação digital. Todo mundo pode ser maker, não é preciso ser designer, engenheiro ou arquiteto, nem ter certificado, basta ter acesso a informação. Ser maker é muito mais simples do que parece, pode se começar muito pequeno, pode se juntar com outras pessoas. A barreira está muito mais dentro da cabeça do que na habilidade manual das pessoas. Todos nós somos maker por natureza. Nós nascemos makers, só precisamos deixar isto aflorar em nossas vidas. Tudo o que precisamos para manifestar nosso lado maker está na rede. Os makers compartilham seu projetos e estão sempre conectados com outros makers.

O futuro do movimento maker

A sociedade ainda não sabe que pode de projetar e construir qualquer coisa, e este know-how vai gerar um imenso impacto positivo para o planeta. Nos próximos anos mais pessoas terão acesso, conhecerão e se juntarão ao movimento. Mais empresas serão criadas por conta do Movimento Maker, assim como novas tecnologias surgirão. Hoje o Movimento Maker já está presente em algumas escolas, universidades, empresas e multinacionais, mas em breve será adotado por prefeituras e a maioria das cidades terão um FabLab público equipado com as ferramentas necessárias para que todos possam tirar suas ideias do papel e ajudar a construir um mundo mais criativo, justo e do bem.

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